pálido palíndromo

Quem me segue sabe que um de meus passatempos favoritos é “descobrir” palíndromos. Digo descobrir porque creio que tantos quantos se dediquem a esse folguedo acabarão, cedo ou tarde, “tropeçando” nos mesmos palíndromos, já que esses objetos verbais são, por força de seus limites morfológicos e sintáticos, bastante escassos. Para quem não sabe, o palíndromo é uma curiosidade verbal, uma composição lexical que pode ser lida de frente pra trás e de trás pra frente. E, “terminado” o palíndromo, vai-se, então e só então, verificar o(s) significado(s) que ele pode propiciar, suscitar, etc. Coloquei aspas em “terminado” porque todo palíndromo é potencialmente aumentável, no jogo entre os estratos morfológico, sintático e semântico. Pode, portanto, ser melhorado. Sempre. Etc.

Creio, ainda, que ninguém faz um palíndromo, mas se apropria de um pré-existente. E assim por diante. E a única posse que alguém talvez possa reivindicar residiria na possível originalidade de uma leitura insuspeita. Assim, conseguiu-se em mim revelar-se o seguinte palíndromo. A plasticidade das possibilidades de pontuação afetarão as possíveis leituras, razão pela qual escrevemos em maiúsculas e sem pontuação. Quem quiser, que se divirta. Ei-lo:

MEGA AGE MAGO TARÔ CEDO LEDO MORO MOEDA COME DE MÁ GOTA TANGA MAGRA LARGA MAGNA TESE SAFADA RIPA RÉ DANO ZANGA MAS O DILETO MORO CEDE A MAGNA TOGA MAS SE A SACANA FUMEGAR RABO BARRAGEM UFANA CASA ESSA MAGO TANGA MÃE DECORO MOTEL IDOSA MAGNA ZONA DERA PIRADA FASE SE TANGA MAGRA LARGA MAGNATA TOGA ME DEMO CADE O MORO MODELO DECORA TOGA MEGA AGEM

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *